O que você precisa saber sobre intolerância à lactose

Há pessoas que produzem pouco ou quase nada de lactase, enzima responsável pela digestão da lactose (açúcar do leite). Quando isso acontece há complicações com a dingestão de um volume maior de leite. Mesmo não sendo um quadro perigoso, os sintomas são desagradáveis. A produção da lactase diminui com a idade, por isso a intolerância a lactose é mais comum entre adolescentes e adultos do que em crianças.
 
Sintomas da intolerância à lactose
Os sintomas da intolerância à lactose dependem da quantidade da enzima (lactase) produzida.
 
1. A maioria das pessoas intolerantes à lactose, normalmente, é capaz de digerir até 1 copo (240 ml) de leite de uma só vez. Nesse caso não existem sintomas.
 
2. Quando ingerem mais do que 1 copo (240 ml) de leite de uma só vez desenvolvem os seguintes sintomas: náuseas, cãimbra, distensão e cólica abdominal, flatulência e diarréia. Isso ocorre entre 30 minutos e 2 horas após a ingestão de alimentos que contenham lactose.
 
3. No caso de intolerância congênita ou total à lactose (de ocorrência mais rara), os sintomas ficam mais agudos. Nesse caso, o leite e derivados (com lactose) devem ser totalmente excluídos da alimentação.
 
A maioria dos intolerantes à lactose desenvolve o quadro com o passar do tempo e muitos deles convivem com a deficiência enzimática e só percebem esses sintomas depois de muitos anos.
 
O diagnóstico da intolerância à lactose
Há três exames mais comuns utilizados para detectar a intolerância à lactose, feitos em consultórios ou clínicas. São eles:

1. Tolerância à lactose: a lactose depois de digerida produz duas moléculas: a glicose e a galactose.Para fazer este teste o paciente ingere em jejum um líquido com dose concentrada de lactose e durante duas horas obtém-se várias amostras de sangue para medir o nível de glicose, que reflete a digestão do açúcar do leite. Se a lactose não é quebrada, o nível de glicose no sangue não aumentará e, conseqüentemente, o diagnóstico de intolerância à lactose será confirmado. Este exame não é indicado para crianças pequenas.
 
2. Inalação de hidrogênio: este exame mede a quantidade de hidrogênio expirado, que em situações normais é bem pequena. O quadro é diferente quando as bactérias do intestino grosso fermentam a lactose (que não foi digerida) e produzem vários gases, incluindo o hidrogênio, que por sua vez é absorvido e chegando aos pulmões e é exalado. Para fazer o exame, o paciente ingere uma bebida com dose concentrada de lactose e o hidrogênio expirado é medido em intervalos regulares. Níveis elevados de hidrogênio indicam uma digestão inadequada da lactose. Este exame não é indicado para crianças pequenas. Se um bebê ou criança muito pequena manifesta sintomas de intolerância à lactose aconselha-se trocar o leite de vaca pelo de soja e observar os sintomas.
 
3. Deposição de ácidos: trata-se de um exame indicado para tanto para crianças pequenas e para as mais velhas. A lactose não digerida é fermentada pelas bactérias do intestino grosso e produzem ácido láctico e ácidos graxos de cadeias curtas e ambos podem ser detectados em uma amostra de deposição.
 
Tratamento da intolerância à lactose
A intolerância à lactose é relativamente fácil de tratar e controlar os sintomas por dietas. No caso de crianças pequenas basta excluir o leite e outros alimentos que contenham lactose.

Já as crianças mais velhas e dos adultos não precisam cortar radicalmente o leite da alimentação, pois a maioria consegue digerir pequenas porções de leite de cada vez. Em boa parte dos casos, estes devem beber no máximo 1 copo de leite (240 ml) de cada vez e toleram bem os alimentos preparados com leite, como bolos, sorvetes e cremes.

Na realidade, a intolerância no controle da lactose nas dietas depende da experiência que cada pessoa já tenha tido. Para aqueles que reagem a pequenas quantidades de lactose é preciso optar pelo leite com baixa lactose, disponível no mercado em embalagem Tetra Pak.

Cuidando do cálcio
Quando o assunto é cálcio o leite e outros produtos lácteos são a maior fonte deste mineral, essencial para a formação e a manutenção da estrutura óssea. Por isso, não dá para simplesmente excluir este alimento do dia-a-dia.

Em pessoas mais velhas ou de meia idade, a falta de cálcio pode deixar os ossos fracos e frágeis, tornando-os suscetíveis a quebras com facilidade (osteoporose).

Os intolerantes à lactose devem optar pelo leite com baixa lactose ou incluir na dieta habitual outros tipos de alimentos ricos em cálcio. As melhores opções são o queijo, que têm teor muito pequeno de lactose, pois boa parte dela já se transformou em ácido láctico e já não é mais problema. Há outros alimentos que podem contribuir com a necessidade diária de cálcio, mas não são suficientes. São eles: sardinha, bacalhau, nozes, avelã, feijão, couve, amêndoa, grão-de-bico, brócolis e soja.

Autor: Canal Leite / Tetrapak

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