Você sabe o que é bisfenol-A?

É, eu também não sabia, aliás, devo saber um pouco mais sobre isso a menos de um ano. O fato é que a indústria do plástico (que ultrapassou em faturamento a indústria do aço em 1979) é tão malvada quanto a indústria do cigarro. Eles se recusam a fazer (e financiar) estudos mais profundos e detalhados sobre o assunto, mas simplificando, tudo que é recipiente de plástico que utilizamos (lembra dos potes da Tuperware que sempre uma vizinha vinha vender para sua mãe?), potes, garrafas, embalagem de comida, sacolas, sacos, tudo quanto é coisa, libera essa substância nociva. Até o revestimento interno das latas utiliza isso.

E atualmente existe uma corrente de especialistas querendo que seja informado que na composição dos alimentos que compramos contenha o termo bisfenol-a, uma vez que ele é um ingrediente adicionado ao alimento. E os malvados do plástico, vendem as garrafas e assemelhados para as indústrias, oferecendo isso apenas. Ninguém de fato conhece a composição química das embalagens comercializadas atualmente, fabricadas de plástico obviamente.

Principalmente quando aquecido o plástico libera o bisfenol-a, mas também o faz quando é arranhado, utilizado, friccionado. Não tem jeito. Não sei como o Michael Moore não fez um documentário sobre o assunto. O fato é que tudo quanto é coisa plástica tem essa porcaria, principalmente se fabricado na China. Inclusive esse brinquedinho da Fisher-Price que seu filho colocou na boca agora!

Eu não sou o dono da verdade, mas tenho lido sobre o assunto e ontem assisti a um documentário que me deixou pensativo enquanto a madrugada chegava. Você quer saber o que essa substância faz no nosso corpo? Diminui a fertilidade, obesidade, problemas neurológicos, disfunção da tireóide, cancer de mama, neuroblastoma, câncer de próstata, alterações no DNA, entre outras maldades. Como descobriram? Bem, uma pesquisadora percebeu que as cobaias (ratinhos brancos bonitinhos) estavam dando problema antes de serem usadas. Começou a investigar, ração, ambiente onde ficavam, e percebeu que os problemas eram as novas gaiolas (de plástico), que os bichinhos insistiam em arranhar. Mas vou parar aqui. resolvi escrever isso pois li a notícia abaixo agora a pouco:

OMS considera prematuro tomar medidas contra Biosfenol A

A Organização Mundial da Saúde considerou “prematuro”, esta quarta-feira, tomar medidas de proteção contra o Biosfenol A, produto químico usado para diluir a resina de poliéster e suspeito de afetar as funções sexuais masculina e o desenvolvimento cerebral dos bebês. O BPA é usado para diluir o poliéster de forma a facilitar sua laminação.

Ele entra em contato com os alimentos através de recipientes plásticos, como as mamadeiras, fabricados com o poliéster submetido a este tratamento químico. Entre outras fontes menos importantes, a OMS mencionou a poeira doméstica, a terra, brinquedos, resinas utilizadas por dentistas e papel térmico.

“Alguns estudos experimentais e epidemiológicos recentes estabeleceram vínculos entre baixos níveis de exposição ao BPA e alguns problemas de saúde”, ressaltou a OMS em um comunicado publicado depois de uma reunião a portas fechadas entre 30 especialistas reunidos em Ottawa na semana passada.

“A reunião estabeleceu que, segundo os atuais conhecimentos, é difícil interpretar a importância destes estudos” e que “enquanto estes informes (sobre o BPA e seus supostos efeitos) não se confirmarem, tomar medidas de proteção para a saúde pública seria prematuro”, destacou o comunicado.

Os especialistas reunidos em Ottawa confirmaram que o BPA penetra no organismo, sobretudo através da alimentação.

Uma ONG americana havia advertido recentemente para a presença do BPA nos boletos de caixas impressos em papel térmico. A OMS considerou este um risco menor.

A OMS para quem não sabe é uma organização vendida e desacretitada. Pelo menos por mim.

Pequei a notícia daqui ó.

E se você quer saber mais, leia a wikipedia e aqui que é uma fonte melhor, a EFSA.

UFSC intensifica pesquisa com célula-tronco para melhorar transplante

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina vêm tentando aumentar o número de células-tronco originadas do cordão umbilical para viabilizar transplantes em adultos, já que estas são as células de maior aceitação em cirurgias. O professor e coordenador das pesquisas de células-tronco da UFSC, Marcio Alvarez, explica que a quantidade retirada do cordão umbilical é pequena.
    
“As chances de transplante em um adulto são muito pequenas, devido à pouca quantidade de células-tronco. Se a gente conseguir expandir as células, vamos poder atuar de forma bem mais positiva”, explica Alvarez.
    
Os transplantes já vêm sendo feitos em crianças, já que existe um banco de sangue de cordão umbilical, feito pelo Ministério da Saúde. “Mas sempre que fazemos o transplante, temos que pensar na possibilidade de rejeição”, afirma o coordenador.
    
Ele explica que pela pouca quantidade de células, se for um adulto, ou até mesmo um jovem pesado – com mais de 60 quilos -, as chances de compatibilidade são mínimas. Os testes da pesquisa estão sendo feito em animais.
    
Além disso, há a preocupação de que as células-tronco a partir do cordão umbilical possam gerar tumores, ao invés de reconstituir os tecidos humanos. Isso porque, de acordo com o coordenador, elas crescem muito rápido. “Por isso, estamos estudando a possibilidade de usar as células em forma de medicamento, que é a chamada terapia celular”. O tratamento seria feito de forma gradual, como se fossem doses de remédio.
    
Um dos financiadores da pesquisa é o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para o coordenador de biotecnologia e recursos genéticos do órgão, Sérgio Lessa, esses investimentos são importantes para o tratamento de doenças como câncer. “Queremos gerar conhecimento para que esses estudos tenham uma aplicação prática e possamos resolver problemas na área de células-tronco”.
    
As células-tronco servem para substituir aquelas destruídas por doenças, como o câncer. Elas se dividem, reconstruindo células semelhantes às originais, e podem se transformar em outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue.

Autor: Aline Bravim

Consumo de carne com hormônio afeta fertilidade

Substâncias para o gado crescer foram proibidas na Europa em 1988

Mães que consumiram grande quantidade de carne de boi tratado com hormônios para fomentar o crescimento do animal podem ter filhos menos férteis, sugeriu estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.
O estudo, publicado em Human Reproduction, relacionou o uso destas substâncias a danos no esperma humano, ao constatar que os filhos de mulheres que consumiram carne em excesso têm uma possibilidade três vezes maior de ter uma contagem de esperma tão baixa que podem ser classificados como sub-férteis.

O uso de substâncias que promovem o crescimento do gado foi proibido na Europa em 1988 mas, embora os Estados Unidos tenham banido alguns desses produtos em 1979, outros, tais como os hormônios sexuais testosterona e progesterona, ainda podem ser usados na pecuária.

A equipe de Rochester examinou a contagem de esperma de homens americanos nascidos entre 1949 e 1983.
Sete por semana

Ela descobriu que os filhos de mulheres que consumiam mais de sete refeições com carne bovina por semana tinham uma concentração média de experma de 43,1 milhões por milímetro de fluído seminal.

Já os filhos de mulheres que consumiam menos carne tinham uma média de 56,7 milhões por milímetro.

Entre os filhos de mulheres que comiam uma quantidade excessiva de carne, 17,7% tinham uma concentração de esperma abaixo dos 20 milhões por milímetro considerados sub-fertilidade pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A porcentagem entre filhos de mulheres que comiam menos carne foi de 5,7%.

A chefe da pesquisa, Shanna Swan, disse que a descoberta sugere que a exposição à substâncias que promovem o crescimento na carne ingerida por filhos dessas mulheres é a causa.
Outros fatores

Mas ela admitiu que a equipe de pesquisa não tinha dados específicos sobre quais as substâncias contidas na carne, e que pode haver outras causas para a baixa fertilidade, tais como a exposição a pesticidas e fatores ligados ao estilo de vida não podem ser descartados.

“Teoricamente, o feto e crianças pequenas são especialmente sensíveis à exposição a esteróides.”

“Portanto, o consumo de resíduos de esteróides em carne por gestantes e crianças pequenas causa preocupação.”

Swan disse que para definir o papel das substâncias que promovem o crescimento dos animais, o estudo deveria ser repetido com homens nascidos na Europa depois de 1988.

Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, disse que “mesmo que os homens não comecem a produzir esperma até a puberdade, é durante o período no útero da mãe e nos primeiros anos de vida que os testículos desenvolvem sua capacidade de produzir esperma”.

“Há anos os cientistas estão preocupados que substâncias que imitam o estrógeno em reservatórios de água, plásticos ou maquiagem podem afetar as etapas críticas do desenvolvimento do testículos de meninos pequenos.”

Ele considerou os resultados da pesquisa “alarmantes”.

Alastair Hay, especialista em toxicologia ambiental da Universidade de Leeds, disse que uma das falhas do estudo foi se apoiar na memória das mulheres – em sua lembrança do quanto de carne consumiam anos antes, durante a gravidez.

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Déficit de atenção e hiperatividade precisam de tratamento

É importante que os pais observem se as crianças estão muito distraídas, ativas ou com dificuldades para se concentrar.

O TDAH ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade é um problema que deve ser diagnosticado por um médico ou psicólogo e tratado preferencialmente por uma equipe de vários profissionais (psiquiatra e neurologista, psicólogo e psicopedagogo, quando necessário).

As pessoas que possuem TDAH têm os sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade que podem se expressar de formas diferentes. Em se tratando de crianças, é indicado que ela possa ser avaliada em relação ao transtorno de déficit de atenção/hiperatividade quando possuir sintomas como distração por qualquer interferência, dificuldade para se concentrar tanto em tarefas escolares quanto em jogos, estar em constante movimento e não conseguir aguardar a sua vez.

Mas tenha cuidado e muita calma. Às vezes, as crianças são mal diagnosticadas com TDAH, quando na realidade estão com comportamento agitado e desatento, mas esperado quando vive um momento estressante na vida, como, por exemplo, a perda de um familiar que gostava muito. É fundamental que você confie no especialista ou na equipe que está avaliando seu filho, procurando sanar todas as suas dúvidas sobre o que está ocorrendo.

Há estudos que mostram que as crianças com TDAH são hipersensíveis a estímulos auditivos, táteis e visuais e desta forma ficam sobrecarregadas diante de estímulos que não conseguem peneirar. Quando a criança é avaliada por especialista e o diagnóstico de TDAH é confirmado, algumas atitudes dos pais são fundamentais para ajudar no tratamento.

Em primeiro lugar, é fundamental que busquem conhecer o que é o TDAH, suas causas e como se manifesta nas diferentes situações que envolvem o dia-a-dia da criança.

A criança não deve ser culpada pela TDAH, pois ele é um problema que merece cuidados especiais. Por questões alheias à vontade da criança, ela pode ter dificuldade para lidar com mudanças, ter problemas de sono, alimentares e de disciplina. Puni-la ou chamá-la de “mal-educada”, são atitudes que podem diminuir sua auto-estima. Assim, paciência, compreensão e diálogo são atitudes mais adequadas.

A TDAH, além de interferir na capacidade de concentração da criança, também pode deixá-la mais impulsiva e com maior dificuldade de lidar com a frustração. Ela então necessita aprender a lidar com as conseqüências de seus atos, intencionais ou não.

Para tanto, é preciso que os pais estabeleçam regras claras e definidas, que sirvam de modelo a ser seguido pela criança. Ela precisa de limites que norteiem o seu comportamento. Necessita de pais firmes, com autoridade moral, mas sem o uso de um comportamento agressivo e opressor, o que pode deixar a criança com TDAH mais irritada e ansiosa.

Também é aconselhável que os pais e familiares de sua convivência ajam com a criança de forma uniforme e clara, ajudando-a a entender o que é esperado dela.

Autor: Fabíola Corrêa Alba

Qual é a idade ideal para ensinar o segundo idioma?

É essencial a interação entre bebês e adultos para que o aprendizado seja significativo
 
A melhor fase da vida para aprender um segundo idioma é durante a infância, segundo pesquisas. E isso é possível, pois nesse período o cérebro humano está em pleno desenvolvimento, ou seja, apto para absorver novas informações.

“Estudos têm mostrado que os bebês nascem prontos para aprenderem qualquer língua do mundo, e é o condicionamento a uma única língua que cria barreiras, ao longo do tempo, para a aquisição natural de outro idioma”, alerta Rodrigo Collino, mestrando do Instituto de Neurociências da USP.

E ele completa: “a melhor idade para que uma criança inicie sua exposição ao segundo idioma é ainda na infância, simultaneamente com a exposição à língua mãe. Na verdade, dessa forma, a criança tende a adquirir as duas línguas como ‘primeiras'”.

Mas segundo Rodrigo, é necessário tomar alguns cuidados, a fim de não sobrecarregar a criança nem criar dificuldades desnecessárias. “Na tenra infância, de 1 a 4 anos, não devem ser apresentadas letras nem palavras escritas, mas apenas sons, músicas, diálogos, etc.”

Há ainda que se considerar possíveis problemas de aprendizado. “Algumas crianças têm dificuldades, por questões genéticas, na aquisição de uma língua. Nestes casos, é altamente recomendável que sejam alfabetizadas apenas naquele idioma, e que futuramente tenham instruções em um ou mais idiomas estrangeiros”.

Rodrigo diz que não existe uma fórmula mágica no que diz respeito ao método de ensino ou material a ser utilizado. “O que se sabe é que durante os primeiros anos de vida, qualquer contato com sons de uma língua estrangeira é significativo. Mas não basta colocar a criança na frente da TV e esperar que daqui a algum tempo ela saia falando outro idioma. É essencial haver alguma forma de interação entre bebês e adultos para que possa ocorrer um aprendizado significativo.”

Caso o contato com um segundo idioma não ocorra ainda na infância, o ideal é começar por uma língua parecida como o idioma materno. “Para uma criança ou jovem brasileiro que fale somente português, aprender inglês será mais fácil que aprender chinês”, exemplifica Rodrigo.

Aprendizado bilíngüe
Para as crianças bilíngües precoces, não existe a distinção entre primeiro e segundo idiomas, pois elas praticam duas línguas diferentes simultaneamente. Isso ocorre, por exemplo, quando os pais são de diferentes nacionalidades ou então quando as crianças freqüentam colégios bilíngües.

A escola Pueri Domus oferece o Global Education, que une os currículos educacionais brasileiro e americano, com direito aos certificados dos dois sistemas. O programa foi criado em parceria com a Amcham (Câmara Americana de Comércio de São Paulo) e é direcionado para estudantes desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

“O programa é ideal tanto para alunos estrangeiros que, a partir da convivência em um ambiente essencialmente brasileiro, desenvolvem habilidades sem abrir mão da língua internacional; quanto para os alunos brasileiros, que desenvolvem fluência e competências acadêmicas em duas línguas em um ambiente multicultural”, afirma a diretora-geral do Pueri Domus, Fernanda Zocchio Semeoni.

 

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Fórmula enriquecida para prematuros?

De acordo com estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, não há vantagens em utilizar fórmulas enriquecidas em prematuros após a alta hospitalar.

Os pesquisadores compararam o crescimento, massa corporal e composição corporal de 89 prematuros divididos aleatoriamente para receber uma fórmula enriquecida ou fórmula padrão por um ano após a alta.

Os escores das variáveis de crescimento foram significantemente maiores nos alimentados com a fórmula padrão. Este grupo também apresentou maior conteúdo mineral ósseo, massa de gordura e massa magra.

Os ensaios clínicos anteriores foram inconclusivos, apesar do benefício teórico da fórmula enriquecida e este estudo não conseguiu demostrar qualquer benefício do seu uso, levantando questões importantes a serem investigadas futuramente. Os autores sugerem que um bom tratamento envolve o seguimento cuidadoso deste grupo de pacientes, visão críticas dos artigos científicos e ceticismo quanto à propagandas das formulações.

Autor: Reuters Health

Nada será como antes

As duas linhas do exame positivo marcam uma fronteira bem clara entre a vida que você tinha antes e a que você passa a ter agora. Não, as coisas não VÃO mudar completamente. Elas JÁ mudaram. Agora não é mais só você. Ou só você e seu companheiro. Ou companheira, se você é o pai. Sim, porque, mesmo que o filho não esteja na sua barriga, o mundo já se divide entre AF (antes dos filhos) e DF (depois dos filhos) para os dois. Bem-vindos ao clube. Sim, nunca mais você vai atravessar correndo no farol vermelho. Ou ultrapassá-lo, se dirigir. Tem outras vidas dependendo de você agora. Sentadinhas no banco de trás, elas ocupam o primeiro lugar na lista de prioridades.

Bom, pelo menos tenho nove meses para me preparar para a revolução, você pensa. É, a natureza nos dá esse tempo, mas a verdade é uma só: por mais que a gente ensaie, treino é treino e jogo é jogo. Ter um filho muda sua vida para sempre e não é possível preparar-se inteiramente para isso. As semanas passam e parece que está tudo pronto: quarto decorado, roupinhas lavadas e dobradas, mala arrumada. Mas a verdade é que não está. Assim como o adolescente que se preocupa mais com o vestibular do que com a carreira escolhida, os futuros pais se aprontam para o parto, mas estão longe de saber o que REALMENTE vem pela frente.

“Quanto mais os pais planejam as coisas, mais criam a idéia de um filho que não existe”, afirma a psicóloga e escritora Rosely Sayão, mãe de Camila e Fábio. “É preciso esperar o nascimento do bebê para ver o tipo de comunicação que irá se estabelecer, como ele se mostra ao mundo e aí, sim, planejar”, diz.
 
Ou seja, o melhor plano é estar preparado para mudar de plano. As mães – e pais também, com certeza – mais flexíveis, que têm capacidade de aprender com a experiência, vivem a maternidade mais tranqüilamente, concluiu a psicóloga Eliana Marcello De Felice, mãe de Mariana e Carolina, em sua tese de doutorado, em que acompanhou 12 grávidas e, depois, mães recentes e que virou o livro Vivências da Maternidade e Suas Conseqüências para o Desenvolvimento Psicológico do Bebê. “Essas mulheres têm uma maleabilidade maior para se adaptar a cada novo passo, conseguindo compreender o filho em cada momento, transformando- se e crescendo como pessoa a cada nova situação desafiadora”, resume.

Ah, é lógico, você pode pensar. Sim, sim, sim, mas quem disse que a gente consegue ser lógico com tanta coisa acontecendo, atropelando o que a gente imaginava que ia ser? Você pode achar que seria do tipo que jogaria a criança nas costas e escalaria o Nepal no primeiro mês, mas se pegar às voltas com tantos detalhes, fraldinhas, paninhos, cadê o lenço umedecido que ninguém pôs na sacoooola!!!!!!!!, que demora dois meses só para ir até a esquina com o rebento. Relaxe. Ria de você mesmo. Se o lenço umedecido faltar, improvise ou peça para alguém dar um pulo na farmácia mais próxima.

A enfermeira Renata Maciel de Mattos, 27 anos, é um exemplo. Ela estava preparada para algumas mudanças com a chegada do filho Antônio, 3 meses, mas reconhece que seu cotidiano se alterou de forma não imaginada. “Só para ir ao supermercado, por exemplo, preciso me preparar com duas horas de antecedência – tenho de arrumar a bolsa com um monte de coisas, dar de mamar, trocá-lo, fazer várias coisas até sair de casa”, resume. É, sabe aquela frase “em 20 minutos estou aí”? Esqueça.

Help, I need somebody!!!

Além de não ser excessivamente rígida, é preciso pedir ajuda seeeeeempre. Aquela noção de independência que tanto gostamos de cultivar virou história. Fora o fato de ter um ser dependendo de você, é sua vez de também depender de muita gente: babá, escola, avós, tias, amigos… Segundo Eliana, as mães com mais dificuldades são as que acabam se isolando. “Elas acham que precisam dar conta de tudo sozinhas. E se sentem culpadas por não se sentir no paraíso, como se espera. É preciso lembrar que conflito faz parte de toda a experiência humana”, tranqüiliza.

E só a experiência é que irá apontar os novos rumos de sua vida, de seu companheiro e do novo membro da família. Algumas coisas são previsíveis – em geral, a mulher fica mais paciente e tolerante e deixa de ter o tempo só para ela; as vidas doméstica e social do casal ficam mais atribuladas. Mas vai além. “É uma mudança imensa, uma mudança de lugar no mundo e na geração”, diz a psicanalista Regina Orth de Aragão, mãe de Aurélio e Emanoel, presidente da Abebê (Associação Brasileira de Estudos sobre o Bebê). A partir de agora, você deixa de ser só filha, seu marido idem. E passam a fazer parte de um outro grupo, o de pais. Aquele que leva as crianças que choram no avião e do qual os não-pais geralmente não querem nem chegar perto, como nos trechos do livro Vida de Bebê, do autor da série Mad About You, que mostramos aqui.

Ou aqueles que têm as criaturas mais fofas e inteligentes do universo, agora você vai entender esse papo todo de defender e amar a cria…

Por outro lado, a gravidez pode ser um momento para que você se reconcilie com seu passado. Você pode se pegar imaginando como a maneira com que sua mãe o criou afetou seu jeito de ser hoje. Assumindo cada vez mais o papel de mãe ou pai, pode entender melhor sua mãe ou seu pai. Para as mulheres, embora seja impossível antecipar como será a sua experiência como mãe, uma boa pista pode ser dada a partir da relação com a própria mãe, não apenas agora que você é uma mulher adulta, mas toda a experiência anterior. Por mais que a gente diga que vai fazer tudo diferente, pode se pegar repetindo os mesmos “erros” (ou o que achamos que foram erros e podemos descobrir, pela experiência, que foi a maneira possível de lidar com uma série de situações).

Freud explica

O fato é que nos preocupamos, e temos de nos preocupar mesmo, claro, com as consultas pré-natais, os exames todos, os preparativos práticos. Embora a gente já saiba que o estado psicológico da mãe é tão importante quanto as suas condições físicas para o desenvolvimento do bebê, ainda nos concentramos mais no primeiro aspecto.

Com certeza você vai ao seu obstetra todos os meses, mas já conversou com algum psicólogo nesse período? Ou mesmo com outros futuros pais ou pais já com alguma experiência, para compartilhar suas dúvidas, medos, ansiedades? Muito provavelmente, não. Em algumas cidades, é possível participar de grupos de pais recentes e perceber que a coisa nem é tão fácil nem tão difícil como a gente imagina. Só é diferente.

Mesmo que você não encontre um grupo desses onde mora, pode fazer alguma coisa, sim. O casal Rodrigo Menck e Cristina Cavalcanti, que espera Augusto para março, decidiu visitar todos os amigos que já têm filhos.

“Claro que a gente sabe que cada um vive a paternidade a seu modo, mas acho melhor aprender com quem já viveu a experiência do que com manuais de educar crianças. Na prática, a teoria é outra”, resume Menck.

Às vezes, a gravidez acontece num momento em que a mãe está fragilizada e é importante, sim, buscar ajuda, conversar com um terapeuta, por exemplo, para que possa resolver eventuais conflitos internos e, na medida do possível, se fortalecer e se sentir mais preparada para enfrentar o tornado que altera a vida familiar, a vida de casal, tudo.

Às vésperas de ter sua primeira filha, Cristina Bodas, 34 anos, ainda não sabe o que esperar do futuro. “Estou mais ansiosa com o parto do que com o que vem depois”, afirma.

“Talvez devesse me concentrar mais nisso, mas nem tive tempo, pois conciliei o trabalho com os preparativos para a chegada da Clara.” O que Cristina já imagina é que virão noites maldormidas, choros sem explicação e um aprendizado diário de novos hábitos. “No geral, a parte prática – a fralda, o sono – é a menos complicada. O lado não visível traz a maior dificuldade”, diz a psicanalista Regina.

É difícil para muitas mães entender, ainda na gravidez, que o corte do cordão umbilical é apenas o começo de uma era. Para quem aguardou o parto por 40 semanas, parece a reta final. Ler muito e organizar tudo ajuda a preparar a mãe para a empreitada – até certo ponto. Muitos livros sobre como cuidar de crianças são contraditórios e sobram conselhos de pessoas conhecidas e desconhecidas. É também uma época de patrulhas: a patrulha do parto normal (que demoniza quem faz cesárea), a do aleitamento materno, a do “meu filho engatinhou/andou/falou” muito cedo e outras mais. No livro A Máscara da Maternidade, a australiana Susan Maushart vai ainda mais longe: a patrulha mais severa vem da própria nova mãe, que quer assumir todas as responsabilidades de antes.

A vida do casal também muda. “Meu marido é compreensivo, mas esse período foi bem chato como casal”, conta Leila Soares, programadora de 35 anos e mãe de Rafael, 4, e Bianca, 2. “Hoje, estamos quase no mesmo ritmo de antes, a diferença é que a espontaneidade de se agarrar e transar no sofá não existe mais.”

Leila é o tipo de mãe que planejou tudo: do momento de ter os filhos à pausa de um ano na carreira após o nascimento do segundo filho. “Sempre fui muito regrada e organizada, e passei a conviver com imprevistos, que é o que a gente mais tem quando vira mãe. O bom é que, com isso, fiquei ainda mais forte e segura.” Leila e outras mulheres contam que, junto com os imprevistos e aprendizados, a maternidade lhes deu o mais belo dos dons – uma capacidade infinita de amar.

AJUDA AMIGA
Conversar com quem já faz parte do clube é um bom começo

Para a futura mãe, o melhor exemplo do que vem pela frente pode vir de quem está passando por momentos parecidos com o dela. Foi o que descobriu a psicóloga paulista Eliana Pommé, mãe de Luana, Naila e Petrus, e a levou a desenvolver, há mais de 20 anos, um trabalho com grávidas e mães recentes. “Faço grupos de no máximo cinco e no mínimo duas mulheres, que discutem suas experiências de gravidez e recebem para conversar mães que passaram pelo grupo e hoje estão com seus bebês pequenos”, relata. É uma experiência que leva a mulher a pensar em suas fantasias como mãe e antecipar algumas ansiedades futuras para poder lidar melhor com elas. Os companheiros podem participar, em encontros especiais. “Eles também precisam dividir a experiência do momento, mas são mais fechados”, diz. Os encontros não são pura conversa: há um trabalho corporal que envolve conceitos da ioga, eutonia, antiginástica e psicologia de Reich.

ANTES DO FILHO
“A mulher sorriu
— Sabe, há alguns anos, a gente era igualzinho a vocês. A gente entrava num avião e rezava pra não sentar perto de alguém com crianças.
— Ah, a gente não se incomoda de sentar perto de crianças
– minha esposa disse, defensiva. – Nós adoramos crianças.
— Escuta, não precisa fingir. Eu compreendo. Mas as coisas mudam. Vocês vão ver. Antes da gente ter… FUAAAP! O som da cabeça da sua filhinha colidindo com o carrinho de bebidas pôs fim à conversa. Olhamos de novo, carregados de culpa, e vimos essa mulher, que agora era menos uma personagem de desenho animado e mais uma pessoa real, enquanto punha sua filha no colo e beijava o galo fresquinho na cabeça dela.
— Que lindo… – diz a minha querida.
— Umm-umm. Muito lindo.
— Quero ter filhos – ela diz.
— Ora, quem disse que não?
— Mas não agora.

DEPOIS DO FILHO
— E como é? – o cara perguntou.
— Como é o quê? – eu disse, fazendo jogo duro.
— Ter filhos. É legal? Sabe, a gente quer ter filhos, mas todo mundo diz que muda completamente a sua vida. Virei para minha esposa. O que se poderia dizer para eles? Será que a gente devia contar para eles que ter um filho te drena, te esgota, te exaure e te frustra até que você acaba escondido no carro gemendo como um cachorrinho? Como é que você explica que ter um filho afasta duas pessoas mais do que qualquer outra coisa, porém une essas mesmas pessoas mais profundamente do que antes, de uma maneira mais mágica – tudo ao mesmo tempo?
— É, é bom sim. Vocês vão ver. Segurei nas mãos o rostinho do meu filhinho e sapequei um beijo suculento na sua bochecha. Beijei minha esposa também.
— O que a gente fazia antes de ter esse menino? – perguntei.
— Aquilo… – ela disse, sorrindo para o outro casal.
— Mas agora somos isto – ela disse.
Nosso filho estava sentado no colo da mãe, uma mãozinha apertando os dedos dela, outra apertando o meu nariz.
— Sabe de uma coisa? – eu disse. – Gosto mais disto.
Trecho de Vida de Bebê, de Paul Reiser, ed. Objetiva

AS QUALIDADES DAS MÃES QUE NÃO PADECEM NO PARAÍSO

A psicóloga Eliana De Felice concluiu que elas facilitam uma maternidade mais feliz

Maturidade emocional: nem sempre tem relação com a idade cronológica. Envolve a capacidade de aceitar renúncias positivas, ou seja, trocar coisas de que gostava muito antes por outras, como deixar de ir para a balada para cuidar do bebê sem sofrer tanto.

Flexibilidade da personalidade: Mães muito rígidas, que não se permitem transformar com os acontecimentos, têm mais dificuldades.

Capacidade de aprender com a experiência: já se disse que todo conhecimento provém do erro. Se a gente consegue ir encontrando soluções à medida que as coisas acontecem, fica tudo mais simples.

Capacidade de superar angústias: a cada vez que o filho regurgita você entra em crise? É necessário olhar para si e se perguntar por que fica tão angustiada. Se, mesmo com o passar do tempo, você não se sente mais calma, procure apoio psicológico.

Autor: Totó, acho que não estamos mais no Kansas. Assim como Dorothy

Obesidade infantil

Um estudo com 8,000 crianças pré-escolares e escolares identificou fatores da alimentação e de atividades que estão associados com o ganho de peso nesta faixa etária. Os pesquisadores verificaram relação entre o ganho de peso e o tempo que a criança passa assistindo TV (quanto maior o tempo, maior o ganho de peso), o número de refeições realizadas com a família (quanto menor o número, maior o ganho de peso) e a percepção dos pais em relação à segurança na vizinhança (locais pouco seguros impedem que a criança possa brincar fora de casa). Os autores concluem que os profissionais devem avaliar estes fatores durante o tratamento de crianças com problemas de peso.

Autor: ScienceDaily

Leite materno = fórmula infantil?

Um número crescente de americanos acredita erroneamente que a fórmula infantil é tão boa quanto o leite materno. Os achados, publicados no Journal of the American Dietetic Association, alertam para a necessidade de educação da população em geral, enfatizando que o aleitamento materno é o melhor método de nutrição de lactentes.

Apesar da recomendação de aleitamento materno por, pelo menos, 1 ano e de aleitamento materno exclusivo por 6 meses, a porcentagem de lactentes amamentados exclusivamente nos Estados Unidos é de 14%, enquanto que apenas 18% continua a receber leite materno até os 12 meses.

Comparando pesquisas em nível nacional realizadas em 1999 e 2003, para investigar a atitude da população em relação ao aleitamento materno, os pesquisadores verificaram que houve aumento na porcentagem de pessoas que acreditam que a fórmula infantil é tão boa quanto o leite materno. Além disso, houve diminuição na porcentagem de pessoas que se sentem confortáveis próximo a uma mãe que esteja amamentando em público.

Em parte, isto pode ser devido à introdução de fórmulas enriquecidas com ácidos graxos poliinsaturados, em 2002, anunciadas como tendo efeito semelhante ao do leite materno no desenvolvimento do cérebro e da visão. Também, os gastos com propaganda de fórmulas infantis aumentaram.

Autor: Reuters Health

Soy protein infant formulae and follow-on formulae

Abstract:

This comment by the ESPGHAN Committee on Nutrition summarizes available information on the composition and use of soy protein formulae as substitutes for breastfeeding and cows’ milk protein formulae as well as on their suitability and safety for supporting adequate growth and development in infants.

Soy is a source of protein that is inferior to cows’ milk, with a lower digestibility and bioavailability as well as a lower methionine content. For soy protein infant formulae, only protein isolates can be used, and minimum protein content required in the current legislation is higher than that of cows’ milk protein infant formulae.

Soy protein formulae can be used for feeding term infants, but they have no nutritional advantage over cows’ milk protein formulae and contain high concentrations of phytate, aluminium, and phytoestrogens, which might have untoward effects. There are no data to support the use of soy protein formulae in preterm infants. Indications include severe persistent lactose intolerance, galactosemia, and ethical considerations.

Soy protein formulae have no role in the prevention of allergic diseases and should not be used in infants with food allergy during the first 6 months of life. If soy protein formulae are considered for therapeutic use in food allergy after the age of 6 months because of their lower cost and better acceptance, tolerance to soy protein should first be established by clinical challenge.

There is no evidence supporting the use of soy protein formulae for the prevention or management of infantile colic, regurgitation, or prolonged crying.

Comentários:
Este comentário do Comitê de Nutrição da European Society for Paediatric Gastroenterology Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) resume as informações disponíveis quanto à composição e uso da fórmula de soja como substituto do leite materno e das fórmulas à base de proteína do leite de vaca, bem como sua adequação e segurança para promover crescimento e desenvolvimento adequados.

O valor biológico da proteína de soja é menor quando comparado à proteína do leite de vaca e é recomendável o acréscimo de metionina para garantir crescimento adequado. A legislação vigente permite apenas o uso de proteína de soja na forma isolada e exige teor protéico maior do que das fórmulas à base de proteína do leite de vaca, para compensar a menor digestibilidade e biodisponibilidade. Recém-nascidos de termo apresentam crescimento adequado com uso de fórmula de soja, mas não há vantagens nutricionais em relação às fórmulas à base de proteína do leite de vaca.

As fórmulas de soja contêm em torno de 1 a 2% de fitatos, os quais podem prejudicar a absorção intestinal de zinco, ferro e interferir no metabolismo do iodo. Também apresentam alto conteúdo de alumínio em comparação com leite materno ou fórmula à base de proteína do leite de vaca, mas ainda não se sabe as conseqüências a longo prazo. Além disso, as fórmulas de soja contêm fitoestrógenos (isoflavonas) em quantidades maiores do que no leite materno ou de vaca. As isoflavonas podem interferir no metabolismo do estrogênio e ainda não se sabe as conseqüências futuras do seu consumo no desenvolvimento sexual ou fertilidade.

As fórmulas de soja estão indicadas em casos de intolerância à lactose persistente grave (incluindo dano grave à mucosa, deficiência hereditária de lactase e galactosemia) e por razões éticas, religiosas ou filosóficas, como no caso de vegetarianos. Geralmente não se recomenda a troca de fórmula com lactose por fórmula de soja (isenta de lactose) em casos de gastroenterite aguda. Não há evidências para se recomendar o uso de fórmula de soja para prematuros ou para prevenção/controle de cólicas, regurgitação ou choro excessivo. A fórmula de soja não tem papel na prevenção de doenças alérgicas.

Nos casos de alergia alimentar, o Comitê recomenda o uso preferencial de fórmulas extensamente hidrolisadas (ou à base de aminoácidos quando essas não forem toleradas). Se a fórmula de soja for considerada para uso terapêutico na alergia alimentar, após os 6 meses de idade, devido ao menor custo e melhor aceitação, deve-se certificar que haja tolerância à proteína de soja. Esta conduta difere da Academia Americana de Pediatria, que considera o uso de fórmula de soja, a partir dos 6 meses, nos casos de alergia à proteína do leite de vaca IgE-mediada. O Comitê conclui que as fórmulas de soja devem apenas ser utilizadas em situações específicas, por se desconhecer as conseqüências do seu consumo. Além disso, recomenda às empresas a redução no teor de fitatos, alumínio e fitoestrógenos das fórmulas de soja e disponibilização de informações sobre o conteúdo destas substâncias no produto.

Autor: A Commentary by the ESPGHAN Committee on Nutrition (Fórmula infantil à base de proteína de soja e fórmula de seguimento: um comentário do Comitê de Nutrição da ESPGHAN). ESPGHAN Committee on Nu