Eu adoro as geleinhas!

Calvin adora as geleinhas. Já compramos mais de uma.

Faz de tudo com elas, principalmente manusear.

Olha a foto aí.

Faz até bolhas nela...

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Novos sites interativos convidam meninas para brincar

Presleigh Montemayor, 9 nos, é uma das meninas que adoram brincar no laptop acessando o site Cartoon Doll Emporium 
 
É mais divertido do que brincar com uma Barbie comum, diz Presleigh, que vive perto de Dallas. “Com a Barbie, se você quer uma roupa, isso custa dinheiro”, diz. “Na Internet é de graça”.

Presleigh é a parte de um fenômeno em expansão, o surgimento de uma nova leva de sites interativos que permitem que uma geração de usuários muito jovens da Internet, especialmente meninas, brinquem com os amigos. Milhões de crianças e adolescentes dedicam horas de seus dias a esses sites, que oferecem versões virtuais de brincadeiras tradicionais, bem como mundos animados bonitinhos que encorajam a expressão pessoal e oferecem comunicação segura.

Embora alguns dos sites cobrem taxas de assinatura, outros são sustentados por publicidade. Alguns críticos se preocupam com o possível custo social mais amplo de expor crianças a mensagens comerciais, e a quantidade de tempo que elas dedicam aos sites enerva alguns especialistas em assuntos infantis.

Mesmo assim, o número e popularidade desses sites não pára de crescer, graças à promoção que as próprias crianças fazem, diz Josh Bernoff, analista de mídia social e marketing na Forrester Research.

“Os sites vêm crescendo rapidamente entre as crianças”, disse Bernoff, apontando que o entusiasmo tem analogia em termos virais. “É como apanhar um resfriado porque as demais crianças da classe estão resfriadas”.

Enquanto as crianças se divertem, os adultos que dirigem os sites estão envolvidos em feroz concorrência para conquistar a liderança nas preferências de uma geração de norte-americanos que vive cercada de computadores desde que nasceu.

Os sites, com nomes como Club Penguin, Cyworld, Habbo Hotel, Webkinz, Piczo, WeeWorld e Stardoll, oferecem de simples jogos interativos e salas de bate-papo a mundos virtuais nos quais as crianças podem visitar terras da fantasia, com montanhas e cavernas.

Quando Evan Bailyn, presidente-executivo do Cartoon Doll Emporium, criou o disse, disse, “achei que seria uma coisa divertida, fantasiosa”. O Cartoon Doll atrai três milhões de visitantes ao mês. “Mas o mercado ficou tão competitivo”, afirma. “As pessoas acham que vão ganhar rios de dinheiro”.

Até mesmo a Barbie em pessoa está entrando no mercado online. A Mattel está colocando em operação o BarbieGirls.com, outro site que permite que meninas vistam bonecas, além de oferecer serviços adicionais. Nos últimos meses, com o crescimento do tráfego nesses sites para a casa das dezenas de milhões de visitas mensais, os empresários que os comandam tiveram de começar a refinar seus modelos de negócios.

O Cartoon Doll Emporium é gratuito para muitas atividades, mas agora cobra US$ 8 ao mês por acesso a mais bonecas e a serviços especiais. O WeeWorld, um site cujo objetivo é permitir que pessoas de 13 a 25 anos criem e vistam personagens de animação, recentemente assinou contrato que permite que os personagens animados carreguem pacotes de balas Skittles, e está estudando a possibilidade de contratos com outros anunciantes.

No Stardoll, que oferece certo nível de publicidade, as usuárias podem expandir os guarda-roupas que usam para vestir suas bonecas virtuais adquirindo créditos pelo celular. No Club Penguin, um mundo virtual com mais de quatro milhões de visitantes ao mês, uma assinatura mensal no valor de US$ 5,95 permite que os usuários adotem animais de estimação para os pingüins que usam como avatares (representações animadas dos usuários) e podem conversar, passear e participar de jogos online como pesca no gelo e hóquei.

Lane Merrifield, presidente-executivo do Club Penguin, sediado em Kelowna, na Colúmbia Britânica Canadá), disse ter decidido adotar uma taxa de assinatura porque acredita que publicidade é uma proposição perigosa, se dirigida a usuários tão jovens. Clicar em anúncios, diz ele, poderia conduzir as crianças à Web mais ampla, onde existe a possibilidade de que encontrem material obsceno ou inapropriado.

Merrifield também se irrita diante de comparação com o site de redes sociais MySpace, que segundo ele é um ambiente completamente aberto que oferece toda espécie de ameaças aos usuários menores de idade.

Para tornar o Club Penguin mais seguro para as crianças, o site emprega um filtro poderoso que limita o tipo de mensagem que os usuários podem trocar. Não é possível informar números de telefone ou localização geográfica, nos chats, ou usar palavras ou frases explícitas ou sugestivas. Outros sites também empregam métodos para minimizar a ameaça de interações perturbadoras, ou restringem as mensagens que os usuários podem trocar entre eles.

“Somos a antítese do MySpace”, diz Merrifield. “O MySpace é sobre compartilhar informações; nós não permitimos que informações sejam compartilhadas”.

Outros sites são mais abertos, como o WeeWorld, que permite que pessoas criem avatares, os vistam como preferirem e formem grupos de amigos que trocam mensagens. Os personagens tendem a ser bonitinhos, com cara de desenho animado, e o mesmo se aplica às home pages em que eles vivem, mas as conversas são tipicamente adolescentes.

“Há muita brincadeira e muitos flertes”, diz Lauren Bigelow, gerente geral do serviço, que informa que ele tinha 900 mil usuários em abril e vem crescendo cerca de 20% ao mês.
 
The New York Times
Autor: Matt Richtel e Brad Stone